quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O sufoco do coração .



Era uma manha de Agosto , diferente das outras, decidi assim erguer a cabeça e procurar respostas, perguntar ao meu coração o que fazer mas ele nada dizia e eu apenas ouvia o seu leve batimento cardíaco, sabia agora que com ele  não poderia contar.
Minha cabeça continuava insistindo na desistência , aceitar o facto que fracassei mas eu não queria, não podia aceitar isso, aceitar que não existias mais na minha vida, que dezembro tinha sido um sonho e eu teria acordado sem qualquer ferida.Tantas vezes pedi para que dezembro volta-se, pedia em silencio, naquele momento só a minha cabeça saberia o que se passava, eu assim decidia em guarda-lo para mim, conter as lagrimas fechar os olhos e acreditar que aquilo era só mais um pesadelo, que em breve acordaria e tudo voltava a ficar bem, mas infelizmente por vezes não era assim.Eu insistia assim em sufocar me com as minhas próprias memorias com aquilo a que chamava de sentimento com a  certeza que o futuro era eu e tu.
 Tantas foram as vezes em que escrevi em que uma simples folha de papel se tornou a minha saída,  contava detalhadamente o que sentia, afinal ela nunca me iria julgar e ouviria sempre.
Parei de procurar as respostas e assim  , fingir que tinha esquecido, eu era forte, afinal eu teria conseguido disfarçar e aguentar as lagrimas sem que ninguém se apercebe-se, mal sabiam eles a pessoa que era por dentro, o que escondia.
Eu estive durante tanto tempo todo há espera das respostas perguntando a mim mesma quem eu era na verdade. 
Hoje é Outubro e tudo continua igual é o mesmo sufoco a mesma mentira a mesma pessoa e nada mudou.